Teremos padrões em Cloud Computing?

A indústria de TI está sempre diante de um pêndulo, onde em um extremo temos padrões e no outro inovação. Inovação, é antes de mais nada, quebra de regras para se fazer alguma coisa de forma melhor, mais rápida e barata. Por outro lado, sem padrões fica dificil compartilharmos dados, evitar interpretações errôneas e dispormos de interoperabilidade.

Padrões sendo impostos cedo demais, enquanto o mercado ainda está tentando descobrir como usar uma nova tecnologia ou conceito provoca inibições e cerceia o ambiente exploratório. 

 Esta é a situação hoje da computação em nuvem. Impor padrões rígidos antes que tenhamos uma compreensão maior de seu potencial e alcance de transformações será limitante. Mas, é inquestionável que precisamos de interoperabilidade entre as diversas propostas de nuvens. Como resultado já vemos algumas primeiras iniciativas buscando definir um consenso mínimo que garanta esta interoperabilidade.

 Como exemplo de esforços neste sentido temos o Open Cloud Manifesto, (www.opencloudmanifesto.org) que se propõe a   aglutinar empresas em torno da especificação de um padrão aberto para interoperabilidade na Computação em Nuvem. Outra iniciativa é o  projeto open source chamado Simple Cloud API ou por extenso, Simple API for Cloud Application Services (http://www.simplecloud.org/). A proposta deste projeto é criar um conjunto de APIs abertos que poderão ser usados pelos desenvolvedores para escreverem aplicações em PHP em nuvens computacionais diversas.

Desta forma o desenvolvedor escreve apenas uma API e pode usar o mesmo programa em diversas nuvens. As nuvens que estão sendo consideradas nesta primeira versão são as da Amazon (Amazon AWS), Azure da Microsoft, Nirvanix Storage Delivery Network (http://www.nirvanix.com/) e Rackspace Cloud Files (http://www.rackspacecloud.com/).

Inicialmente está orientada à linguagem PHP, mas no futuro deverá ampliar-se para outras linguagens como Java, Python e Perl.

 Uma outra iniciativa é o Cloud Standard Coordination (http://cloud-standards.org/). Há também uma polêmica tentativa da FSF (Free Software Foundation) em criar uma licença de cloud, chamada “CloudLeft Public License” (http://docs.google.com/Doc?id=dxr5cbn_03ghsr8ft).

 Para organizações de padrões serem efetivas é importante que o mercado, as empresas e as pessoas as conheçam. Não é o caso destas iniciativas. Ainda estão em um estágio muito incipiente e portanto, ainda é cedo para sabermos quais delas vão (e se vão…) realmente deslanchar. Antes de mais nada, precisamos aprender a explorar a potencialidade da computação em nuvem!

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Uma resposta to “Teremos padrões em Cloud Computing?”

  1. Jefhcardoso Says:

    Olá, sou Jefhcardoso, e cheguei nesta pagina através da dica de um grande amigo, o Zé.
    Ao ver o título “Nas Nuvens” com este belo fundo azul, imagina-se imediatamente tratar-se de um espaço para expor-se às manjadas dicas de “auto-ajuda a editora e ao escritor”. Porém, na verdade, trata de um conceito introduzido pelo grande Eric Shimitid, do Google, que traz em si o cerne de um movimento de profundas transformações no mundo da tecnologia. Cloud Computing (Computação em Nuvem).
    Aproveito a visita para fazer um convite para uma visita ao meu blog, que apesar de nada ter de informática, como disse o Vincent: ás vezes é bom mudar de alimento para estimular o apetite; http://jefhcardoso.blogspot.com/ e boa leitura.

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