Cloud Computing ontem e hoje…

Outro dia, em uma animada conversa com alguns colegas, me perguntaram se houve muita mudança no cenário de cloud computing, desde que eu comecei a pesquisar o tema em profundidade para escrever meu livro, isto é, de uns dois anos atrás, para hoje.

 Para mim, o que mudou é que já está claro para os principais atores da indústria de TI que Cloud Computing vai transformar a maneira como as empresas adquirem e consomem as suas soluções. E que vendedores de tecnologia que obtém sua receita exclusivamente da venda de licenças de software ou hardware terão que adotar este novo paradigma, sob pena de correrem sérios riscos de sobrevivência.

 Por outro lado, esta mudança não ocorrerá de um dia para o outro, mas será gradual.  Rupturas não são bem aceitas pelo mercado e portanto a adoção de cloud ocorrerá aos poucos. Mas, em 3 a 5 anos cloud computing estará bem disseminado. E provavelmente em 10 anos o modelo atual será apenas lembrança…

 Veremos também não apenas nuvens públicas, as mais conhecidas (como Google e Amazon), mas muitas nuvens privadas, operando dentro do firewall das empresas. Provavelmente as pequenas empresas terão toda sua TI em nuvem. As grandes corporações viverão um cenário mixto, com alguns serviços como email e ambientes de colaboração em nuvens públicas e os sistemas críticos, que demandam alta integração, em nuvens privadas.

 Também acredito que os questionamentos atuais referentes a segurança e privacidade serão resolvidos à medida que as tecnologias que compõem cloud computing amadurecem. Também veremos evoluções nos aspectos de legislação e políticas de segurança e auditoria, que deverão evoluir para abranger este novo cenário. Afinal, segurança é basicamente questão de risk management e cloud computing não é inseguro por natureza. Nada é 100% seguro, mesmo sistemas em imensos e protegidos data centers dentro das empresas.

 Outra mudança que observei é que hoje já se olha cloud computing não apenas como infra-estrutura, mas também como plataforma e software como serviços. Na verdade, depende muito do ponto de vista e interesse da pessoa. Um profissional envolvido com infra, refere-se a cloud como infrastruture-as-a-service. É seu ponto focal e interesse. Já uma empresa de software se interessa pela camada de software-as-a-service. E os desenvolvedores estão interessados em desenvolver aplicações para nuvens e portanto se interessam por platform-as-a-service.

 Mas, o que acredito, seja mais significativo é que aos poucos, as empresas e os profissionais de TI já acreditam que cloud computing veio para ficar, que o conceito está amadurecendo rapido e que tem irrefutáveis vantagens em relação ao modelo atual. Portanto, é apenas questão de tempo!

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