TCO em Private Cloud

Uma pergunta recorrente que ouço é “como começar um projeto de cloud privada?”.  Na minha opinião, o primeiro passo é saber exatamente quais serviços a área de TI fornece para seus usuários. Depois, mensurar os níveis de serviço obtidos hoje. E identificar quais os niveis de serviço que os usuários necessitam. Nesta análise é importante medir também quanto custa para a empresa oferecer estes niveis de serviço. De posse destas informações pode-se avaliar o impacto da implementação de uma nuvem privada nestes serviços.

 Uma primeira observação. Como estamos nos estágios iniciais no uso de Cloud Computing e muitas das suas tecnologias ainda não estão maduras o suficiente, alguns destes serviços poderão não se mostrar viáveis para serem usados em nuvens, pelo menos no momento.

 Mas, com certeza existem diversos serviços que poderão migrar para nuvens, com resultados bastante positivos. Um exemplo simples: imagine o processo em que as equipes de desenvolvimento solicitam recursos fisicos para seu projeto. Vamos supor que um servidor fisico demore de 45 a 60 dias para ser contratado e entregue operacionalmente. Neste periodo detempo, a equipe de desenvolvimento fica subutilizada e o prazo de entrega do projeto é deslocado pelo mesmo periodo de tempo, talvez até sacrificando alguma vantagem competitiva que os dois meses trariam.   Suponha agora uma nuvem privada criada para atender os desenvolvedores de forma dinâmica, onde eles requisitariam recursos (servidores virtuais) através de um portal de self-service e o provisionamento destes recursos se desse em algumas horas, em vez de dois meses? Agora imagine que são uns 200 projetos por ano…Os beneficios tornam-se claramente tangíveis.

 Outras variáveis podem ser usadas no estudo dos “business case” utilizados para avaliar se o serviço poderá ou não se adotado em nuvem. Uma melhor utilização dos servidores é um exemplo. Os servidores usados para ambientes de desenvolvimento tendem a ter uma utilização muito baixa, passando por periodos de quase ociosidade. Um gerenciamento automático, que permita provisionamento e liberação destes recursos aumenta em muito a sua utilização e com isso eventualmente menos servidores (menos capital) serão necessários. Também consegue-se postergar eventuais ampliações deste parque (novamente melhor aplicação do capital). Com certeza os CFOs agradecerão!

 A produtividade da equipe técnica é um fator que merece bastante atenção. Já falamos das equipes de desenvolvimento, mas devemos olhar também o staff técnico, responsável pela manutenção destes servidores. Quanto tempo eles gastam fazendo upgrades de hardware e software? E se grande parte deste trabalho for automatizado? Os beneficios também serão facilmente tangibilizados.

 Para finalizar recomendo  leitura de alguns papers bem interessantes. Um deles é chamado  “Advantages of a Dynamic Infrastructure: A Closer Look at Private Cloud TCO”, acessado em ftp://public.dhe.ibm.com/software/systemz/pdf/whitepaper/PrivateCloudTCO-042109.pdf. Outro é “Cloud Computing: Save Time, Money, and Resources with a Private Test Cloud”, disponível em http://www.redbooks.ibm.com/redpapers/pdfs/redp4553.pdf.

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