Conciliando Cloud Computing com Green IT.

Estamos quase no final do ano. Desde que escrevi o livro sobre Cloud Computing em 2009 até agora muita água se passou. Hoje a computação em nuvem não é mais curiosidade, mas começa a ser discutido seriamente nas empresas.
Somente neste ano escrevi 30 posts aqui no blog e voltarei a escrever na primeira semana de janeiro. Neste intervalo terei um merecido descanso…
Mas, para quem quiser se distrair nas proximas semanas, deixo o link da coletânea de dezenas de posts que escrevi sobre cloud, que pode ser baixado gratuitamente a partir de https://www.smashwords.com/books/view/98138.

Outro tema que merece atenção é se realmente Cloud Computing contribui para diminuição do aquecimento global. O GreenPeace fez dois relatórios muito instigantes. Um deles, “Make IT Green: Cloud Computing and its Contribution to Climate Change” que pode ser acessado em http://www.greenpeace.org/usa/Global/usa/report/2010/3/make-it-green-cloud-computing.pdf mostra alguns dados interessantes. O relatório mostra que algumas empresas da Internet como Facebook construiram seus novos data centers em estados americanos onde a energia é barata, mas baseada em carvão, portanto, totalmente suja, como o estado do Oregon. Um outro exemplo é o data center estimado em um bilhão de dólares que a Apple construiu no estado de North Caroline, estado onde 60% da energia é gerada por carvão.

O segundo relatório, chamado “How Dirty is your Data? A look at the Energy Choices that Power Cloud Computing” analisa em maior profundidade o uso de energias sujas e limpas pelos provedores de computação em nuvem. O relatório está disponivel em http://www.greenpeace.org/international/Global/international/publications/climate/2011/Cool%20IT/dirty-data-report-greenpeace.pdf.

Um ponto que me chamou atenção é a análise que ele faz com os principais provedores de cloud computing, mostrando alguns indicadores interessantes como “Clean Energy Index”, “Coal Intensity” e principalmente se as empresas são transparentes em divulgar suas fontes de energia e quais são suas estratégias para mitigar os efeitos dos data centers atualmente usando energias “sujas”. Aqui é importante lembrar que a matriz energética de muitos países é baseado em carvão. No Brasil nossa matriz energética é cerca de 75% hidroelétrica.

O crescimento acelerado no uso de cloud computing vai aumentar a demanda por gigantescos data centers e é sugerido pelos relatórios que os provedores de nuvens devem ser mais transparentes na divulgação das suas fontes de energia e que desenhem estratégias que busquem mitigar os efeitos da elevada demanda por mais energia, priorizando fontes de energias limpas.

Enfim, uma boa leitura. No mais, desejo a todos um Feliz Natal e um ótimo 2012!

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Uma resposta to “Conciliando Cloud Computing com Green IT.”

  1. Paulo Vinicius Says:

    Fiz um artigo para conclusão da especialização em Redes de Computadores abordando esses dois temas. Seu livro foi uma das referências juntamente com o primeiro PDF. Finalizei dizendo algo mais ou menos assim: “É preciso tomar cuidado na hora da escolha do provedor ou solução de cloud computing para não acabar entrando em uma ‘nuvem de fumaça'”. Obrigado por ter respondido minhas perguntas pelo Twitter na época, Taurion. Fui aprovado com 9.5 🙂

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